quinta-feira, 5 de abril de 2018

Lançamento do Livro sobre a História dos Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil


Fotografia 1: Quadros operacionais do GRUMEC durante a condução de um exercício de infiltração marítima. (Fonte: Dominic André/Flashbang Magazine). 

Guardiões de Netuno: Origem e Evolução do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

O Mergulho de Combate (MEC) constitui uma modalidade de guerra não convencional cujas origens se confundem com a gênese da guerra. Empregado em inúmeros conflitos travados no decorrer dos diferentes períodos históricos, o MEC teve um grande impulso em várias campanhas travadas por ocasião da Segunda Guerra Mundial, evoluindo substancialmente em termos metodológicos e tecnológicos desde então. 
No Brasil, em particular, a atividade MEC foi introduzida na Marinha na década de 1970 como resultado da experiência adquirida por um grupo de militares enviados aos EUA em 1964 na condição de aspirantes ao programa de formação em demolição submarina promovido pela Marinha norte-americana. Provendo suporte às operações de desembarque anfíbio realizadas pela Esquadra nacional, o MEC superou os sucessivos períodos de instabilidade político-econômica que comprometeram o desenvolvimento da sociedade brasileira na segunda metade do século passado. Utilizando documentos escritos como ponto de partida para a elaboração deste estudo, alicerçando a análise do material coletado em fontes bibliográficas pertinentes, o presente trabalho teve por objetivo investigar a série de eventos que balizaram a introdução e o desenvolvimento do MEC na Marinha do Brasil, identificando sua relevância para a Armada e o papel exercido pela unidade em questão entre 1964 e 2018. 

Fotografia 2: Imagem promocional para divulgação do lançamento do livro "Guardiões de Netuno: Origem e Evolução do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil". (Fonte: Rodney Lisboa).

No intuito de identificar a crescente importância do MEC para o Poder Naval brasileiro e para a política de segurança das águas jurisdicionais brasileiras frente às ameaças estatais e não estatais esta investigação foi desenvolvida pelo Prof. Rodney Lisboa de modo a correlacionar a evolução estrutural, técnica e metodológica da atividade MEC no país com os diferentes períodos históricos da sociedade nacional e internacional no período em questão, na tentativa de compreender o papel assumido pelo MEC diante do novo cenário que coloca o Brasil em condição destacada na comunidade internacional.
Fracionado em três sessões distintas, no primeiro capítulo o livro aborda os pressupostos atinentes às Operações Especiais; dedicando-se a narrar, no segundo capítulo, os eventos significativos que balizaram o MEC em âmbito internacional no decorrer dos diferentes períodos históricos; encerrando com a narrativa de 50 anos da atividade MEC no Brasil (1964-2018) no terceiro capítulo. A obra dedica-se ainda a apresentar uma cronologia fotográfica de mais de 40 imagens que ilustram momentos distintos de uma das unidades de elite brasileiras mais respeitadas no cenário doméstico e externo.

Editora: Diagrarte (www.diagrarte.com.br)

Número de páginas: 272

Tamanho: 15,5 X 23cm

Valor: R$80,00 + despesas de postagem.

Manifeste sua intenção de compra pelo e-mail: rodneymec27@gmail.com





FORTUNA AUDACES SEQUITUR!




terça-feira, 13 de março de 2018

Intervenção Federal no Rio de Janeiro: A Necessidade de Adequar as Regras de Engajamento ao Cenário de Enfrentamento

Texto elaborado por Rodney Alfredo P. Lisboa

Fotografia 1: Operadores das Forças de Operações Especiais (FopEsp) do Exército Brasileiro participam de uma simulação contraterrorista em uma estação de trem no Rio de Janeiro durante a preparação para o esquema de segurança dos Jogos Olímpicos realizados na capital fluminense. (Fonte: Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/07/19/franca-nega-que-brasileiro-tenha-planejado-atacar-franceses-durante-a-rio-2016.htm Acesso em: 12 mar. 2018).


A Intervenção Federal no estado do Rio de Janeiro, instituída em 16 de fevereiro de 2018 por iniciativa do Presidente da República e aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, tem a finalidade de coibir a escalada de violência perpetrada pelo crime organizado de modo a promover a segurança na capital fluminense, região metropolitana e interior do estado. Nesse contexto, como medida emergencial, as Forças Armadas (FFAA) podem ser empregadas no intuito de por termo à crescente sensação de insegurança que leva ao comprometimento da ordem pública. Em apenas um ano (de janeiro de 2017 a janeiro de 2018) o número de tiroteios na região metropolitana do Rio aumentou em 117%, enquanto a quantidade de mortes violentas no estado aumentaram 44% em apenas cinco anos, chegando a computar inacreditáveis 6.731 óbitos. 
Assim como ocorre em outras regiões do país, o Rio de Janeiro experimenta o fenômeno conhecido como Black Spots (Buracos-Negros), expressão idealizada por Bartosz Hieronim Stanislawski, Cientista Político e Diretor Assistente do Moynihan Institute of Global Affairs (instituição vinculada à Universidade de Syracuse, nos EUA), para designar as áreas localizadas em um Estado sobre as quais a administração governamental falha negligenciando ou mesmo deixando de exercer formas básicas de gestão pública. Normalmente essas áreas são localizadas em regiões periféricas, e como consequência da “ausência” do Estado atores não estatais (crime organizado, como é o caso do Rio) passam a impor normas sociais paralelas valendo-se da violência na tentativa de expandir sua influência e obter lucro com suas atividades ilícitas.
É fundamentalmente importante esclarecer que a recorrente incapacidade demonstrada pelo governo fluminense ao lidar com os problemas relacionados à Segurança Pública possibilitou uma ousadia crescente por parte das diferentes facções do crime organizado que atuam no Rio, gerando uma crise institucional sem precedentes para as autoridades do estado. 
Torquato Jardim, atual Ministro da Justiça, salientou em entrevista concedida ao jornal Correio Brasiliense (publicada na edição do dia 20/03/2018) que o Brasil está em guerra contra inimigos internos. Ainda que o governo brasileiro evite empregar esse termo para caracterizar a atual situação vivenciada pelo Rio de Janeiro, o tipo de enfrentamento que as facções criminosas fluminenses impõe às autoridades não é o modelo tradicional de guerra (travada por atores estatais que se antagonizam). Na prática o tipo de conflito em questão refere-se à modalidade de “Guerra Irregular”, caracterizada por qualquer conflito protagonizado por um ator armado não estatal. No livro “Guerra Irregular: terrorismo, guerrilha, e movimentos de resistência ao longo da história”, o Coronel Alessandro Visacro, atual Chefe da Seção de Doutrina do COpEsp (Comando de Operações Especiais) do Exército Brasileiro, destaca: 

A guerra irregular, com grande frequência, se desenvolve sem que seja declarada, reconhecida ou sequer percebida. Por vezes, é oculta. Mas é invariavelmente incompreendida pelo Estado (incluindo parcela considerável de suas forças armadas) e por diferentes segmentos da sociedade civil.

Entrevistado nos programas GloboNews Painel (exibido em 17/02/2018) e Canal Livre (exibido em 05/03/2018), o General-de-Exército da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira tem defendido a condução de ações pontuais e precisas valendo-se da expertise adquirida pelas Forças de Operações Especiais brasileiras (vocacionadas para a condução da Guerra Irregular) no intuito de impor sucessivos óbices ao ímpeto do crime organizado, bem como evitar ou reduzir ao máximo os denominados “efeitos/danos colaterais” (situações adversas acidentais ou involuntárias causadas a pessoas e/ou objetos que não se enquadram como alvos lícitos). O General Heleno alerta, entretanto, para a necessidade de haver Regras de Engajamento e Instrumentos Legais que amparem o necessário uso da força durante as ações militares a serem realizadas por ocasião da Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

Fotografia 2: Quadros operacionais do DOPaz (Destacamento de Operações de Paz) do Exército Brasileiro executam procedimento de varredura nas vielas de uma das comunidades de Porto Príncipe, capital do Haiti. Por ocasião da MINUSTAH, as Regras de Engajamento adotadas pelas tropas à serviço da ONU eram norteadas pelo Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas. (Fonte: Disponível em: http://www.planobrazil.com/onu-quer-levar-ao-congo-experiencia-brasileira-no-haiti/ Acesso em: 12 mar. 2018). 

Especificamente no que se refere às Regras de Engajamento, é pertinente enfatizar que elas consideram as diretrizes que definem as circunstâncias e limitações relacionadas aos níveis do uso da força por contingentes militares em uma determinado engajamento. Conforme o contexto operacional, tais regras podem ser bastante flexíveis, partindo da emissão de uma ordem verbal até o emprego de força letal. 
No contexto da Segurança Pública, o nível do uso da força por unidades policiais é norteado pela Lei n° 13.060 de 22 de dezembro de 2014, bem como pela Portaria Interministerial n° 4226 de 31 de dezembro de 2010. Ambos instrumentos consideram que o agente policial deve valer-se do emprego gradativo da força, invariavelmente iniciando sua abordagem com a menor força possível (ordem verbal) na tentativa de solucionar o problema. Na eventualidade do problema persistir, o uso escalonado deve prosseguir utilizando força física sem disparo de arma de fogo, sendo esta acionada somente como último recurso disponível.
Preparadas para as condições de enfrentamento características do conflito armado travado em situação de guerra, as Forças Singulares brasileiras se deparam com um problema por ocasião da Intervenção Federal no Rio de Janeiro. Por não se aplicarem as normas da guerra ao cenário de enfrentamento fluminense, uma vez que o Brasil e o Rio não se encontram formalmente em guerra, as FFAA submetem-se ao mesmo conjunto de normas que regulamentam o uso da força pelos agentes de Segurança Pública. Diferente do que ocorreu nas várias situações nas quais as FFAA foram empregadas no território nacional em operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), executando um trabalho preventivo e dissuasório de caráter policial, a Intervenção Federal requer por parte das Forças de Segurança uma postura mais “enérgica” que imponha sucessivos golpes ao crime organizado, penalizando-o de um modo tal que suas iniciativas sejam refreadas.  
É necessário que a sociedade brasileira compreenda o status de excepcionalidade da Intervenção Federal, ampliando sua percepção para a necessidade de adotar medidas igualmente atípicas. Nesse sentido, é imperativo que as FFAA tenham “Poder de Polícia” com Regras de Engajamento adequadas à demanda operacional, sendo imprescindível que o sistema judiciário avalize um conjunto de medidas para resguardar/proteger as FFAA no desempenho das funções operativas realizadas no âmbito da intervenção. Tanto as tropas regulares quanto as FOpEsp das FFAA têm capacidade e competência para atender às tarefas operacionais que lhe forem imputadas em razão da ação federal no Rio de Janeiro, mas é crucial que o Estado brasileiro crie condições favoráveis e a sociedade contribua para que os objetivos da intervenção sejam alcançados. 




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Emprego das Tropas Especiais do Exército Brasileiro na Intervenção Federal do Rio de Janeiro

Reprodução da primeira parte da matéria assinada por Vera Araújo, Fábio Teixeira e Rafael Galdo apresentada na edição de Domingo, 25/02/2018, do jornal O GLOBO.

Fotografia 1: Elementos de Operações Especiais do Exército Brasileiro participam de operação no Complexo de Favelas da Rocinha após confronto entre traficantes pelo controle de área. (Fonte: Fernando Frazão/Agência Brasil). 


“FANTASMAS” ESTÃO ENTRE NÓS
Tropa especial fará operações de alto risco
Grupo que chegou ao estado para enfrentar o tráfico e as milícias é comparado aos Seals da Marinha americana

Figura 1: Primeira parte da matéria sobre o emprego das Forças de Operações Especiais do Exército na Intervenção Federal do Rio de Janeiro. (Fonte: O GLOBO). 


Submetidos a treinamento de alto nível em Goiânia, os militares são comparados aos Seals da Marinha americana. Eles agiram no Alemão e na Maré, anteriormente, e estão de volta ao Rio Na linha de frente da intervenção federal na segurança do Rio estão militares que pertencem a um grupo de elite que atua em operações especiais, cercadas de sigilo. Preparados para ações antiterror e comparados aos Seals da Marinha americana, eles têm a tarefa de fazer o combate direto a traficantes fortemente armados. Usam equipamentos como óculos de visão noturna, explosivos, fuzis de assalto e metralhadoras .50, de longo alcance. Nos últimos anos, fizeram ações cirúrgicas nos complexos do Alemão e da Maré. Uma tropa que recebe treinamento de alto nível, com sede em Goiânia, chegou ao Rio para ficar na linha de frente da intervenção federal na área da segurança pública do estado, sob o comando do general Walter Souza Braga Netto. Na caserna, entre os militares, seus integrantes são chamados de "fantasmas" por atuarem nas sombras, em operações sempre cercadas de sigilo. O Batalhão de Forças Especiais do Exército conta com aproximadamente 2 mil homens. Não raro, eles são comparados aos Navy Seals da Marinha americana, que mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011. Esses militares, preparados para ações antiterror, têm nas mãos uma missão muito difícil: expulsar o tráfico e as milícias de algumas favelas cariocas.
Coronel da reserva e ex-integrante das Forças Especiais, Fernando Montenegro coordenou a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Ele explica que o grupo tem um nível de preparo muito superior à média da tropa do Exército. Além de táticas de guerrilha, os "fantasmas" aprendem estratégias de combate à criminalidade urbana durante o período de formação: fazem treinamentos com oficiais do Bope da PM e com militares de unidades especiais de outros países.
É por isso que se espera, nas ruas, um resultado muito diferente dos obtidos até agora pelas operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio. Os integrantes das Forças Especiais passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia.
- É incomparável a qualidade deles. Eles alcançam uma qualificação extrema não só em nível tático, recebem treinamento de ponta para ações de alto risco em áreas urbanas. Trabalham com inteligência e entendem como funcionam as forças de sustentação de uma guerrilha - afirma Montenegro, acrescentando que a formação visa, em condições normais, a proteger o país contra invasões. - É um treinamento que capacita o militar a suportar situações extremas. Cada integrante das Forças Especiais tem um nível de conhecimento que o permite planejar sabotagens em grandes instalações e até produzir explosivos de forma improvisada.

O símbolo das Forças Especiais foi criado para passar a imagem de que seus homens são os mais temidos do Exército. No brasão dos FEs, como são chamados, aparece uma mão empunhando uma faca. Não por acaso, ela está com uma luva, referência às ações sempre discretas, que não deixam rastros. A lâmina está manchada de vermelho. Até mesmo o fundo do desenho, na cor preta, tem um significado: a tropa, preferencialmente, age à noite. O primeiro grupo de FEs desembarcou no Rio no último dia 16, e, na madrugada de sexta-feira, fez uma incursão à Vila Kennedy antes da chegada de 3 mil homens do Exército à comunidade.

Preparo para Ação em Área de Mata

Os FEs integram uma unidade do Comando da Brigada de Operações Especiais do Exército, que tem em seu brasão uma faca enfiada numa caveira, desenho que inspirou o símbolo do Bope. Mas, enquanto os homens do batalhão da PM inspiraram os filmes da franquia "Tropa de elite", os FEs atuam cercados de mistérios. Fontes ouvidas pelo GLOBO revelam que eles são submetidos a situações extremas durante o processo de formação: chegam, por exemplo, a ser atacados por veteranos que usam óculos de visão noturna em salas escuras, onde os novatos têm o desafio de encontrar uma saída enquanto tentam reagir.
Só militares de carreira podem ser FEs. Se o candidato à tropa de elite do Exército for um sargento, além do período de cinco anos na Academia Militar, ele precisará de mais dois para concluir sua formação. Há ainda três cursos obrigatórios. O primeiro é o básico de paraquedista, que dura seis semanas. Em seguida, começa o de comandos, com carga horária de 800 horas, distribuídas ao longo de quatro meses, durante os quais são ensinadas técnicas de uso de explosivos e de combate e infiltração. A etapa final exige 1.200 horas de treinamento, num período de cinco meses. Montenegro diz que, por mais estranho que possa parecer, a aptidão dos FEs para combates na selva poderá fazer a diferença no Rio:
- Há vários treinamentos que, à primeira vista, parecem não fazer sentido no contexto atual, como salto de paraquedas e mergulho. Mas, no Rio, há grandes extensões de mata nos morros. A polícia não possui a capacidade dos "fantasmas" para atuar nessas áreas. As Forças Especiais têm preparo e equipamentos para isso, como óculos que detectam movimentos em meio à escuridão. Especialistas em helicópteros, eles também têm a habilidade de um sniper para atirar de uma aeronave.
Os FEs são treinados para atuar com discrição absoluta, mas a tropa especial já foi acusada de perder o controle da situação e provocar uma explosão de violência. A tropa foi colocada sob suspeita de envolvimento na morte de oito pessoas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em novembro do ano passado. O Comando Militar do Leste, no entanto, nega a participação de "fantasmas" no caso.

Fim da Matéria

Algumas considerações sobre a primeira parte da matéria publicada pelo O GLOBO: 
1°. Os autores citam os SEALs da Marinha norte-americana devido à publicidade angariada pela unidade de elite da Força Naval estadunidense, sobretudo por ocasião da operação que resultou na morte de Osama bin Laden, líder da al Qaeda, organização fundamentalista que perpetrou o atentado terrorista ao território dos EUA em 11 de setembro de 2001. Contudo, os "fantasmas" a que eles se referem em alusão às Forças de Operações Especiais (FOpEsp) da Força Terrestre brasileira têm mais familiaridade com os Rangers e as Special Forces (também conhecidos como Green Berets [Boinas Verdes]), ambas tropas especiais vinculadas ao Exército norte-americano.
2°.  Ao mencionarem o efetivo do 1° BFEsp (1° Batalhão de Forças Especiais) os autores cometem um equivoco, uma vez que o efetivo de 2.000 homens refere-se ao numero de militares à serviço do COpEsp (Comando de Operações Especiais) do Exército Brasileiro, que por sua vez é integrado pelo 1º BFEsp, 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), Batalhão de Apoio às Operações Especiais (BtlApOpEsp), 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª CiaFEsp), Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (CiaDQBRN), além do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp).
3°. A Brigada de Operações Especiais mencionada pelos autores foi elevada à categoria de Comando de Operações Especiais (COpEsp) em 2014.
4°. O Coronel da Reserva Fernando MONTENEGRO, citado no texto, não coordenou a ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão em 2010. Na ocasião sua função foi a de comandar a Força-Tarefa Sampaio, incumbida de pacificar os Complexos do Alemão e da Penha.
5°. Diferente do que destaca o texto do jornal O GLOBO, são os oficiais e não os sargentos que cursam os 5 anos de Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). 
6°. No último parágrafo do texto, os autores salientam que apesar do treinamento para atuar com discrição absoluta, as FOpEsp do Exército já foram acusadas de "perder o controle da situação e provocar uma explosão de violência", sendo colocada como suspeita de envolvimento em ocorrências que ocasionaram à morte em operação levada à efeito no Complexo do Salgueiro, região de São Gonçalo-RJ, em novembro do ano passado. Como parece ser recorrente nas pautas dos grandes veículos midiáticos nacionais, os responsáveis pela matéria apelam para o sensacionalismo, talvez na tentativa de desgastar a imagem das Forças Armadas (FFAA) por motivos ideológicos. É imperativo esclarecer que, ainda que as ações levadas à efeito pelos quadros operacionais das unidades de elite possam incorrer em algum "efeito colateral", devido à natureza absolutamente imprevisível de algumas variáveis envolvidas, as Operações Especiais (OpEsp) requerem um nível tão elevado de aprestamento dos recursos humanos e materiais, além de minucioso processo de coleta de dados de inteligência, planejamento e execução da ação, que o denominado "efeito real" deve ser o mais coincidente possível com o "efeito desejado", reduzindo ao máximo a possibilidade de haver situações adversas que possam comprometer a operação ou mesmo arruiná-la. 

Para tentar trazer alguma luz à forma como as FFAA devem proceder na Intervenção Federal do Rio de Janeiro, apresentamos trechos da entrevista concedida pelo General-de-Exército da reserva Augusto HELENO Ribeiro Pereira ao programa GloboNews Painel exibido no dia 17/02/2018. O General HELENO foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) no período de junho de 2004 a setembro de 2005.



Obs. A Segunda parte da matéria publicada pelo O GLOBO aborda o emprego das OpEsp do Exército Brasileiro nos Complexos de Favelas do Alemão e da Maré. Por serem temas já debatidos optamos por não reproduzir esse conteúdo, nos atendo apenas à primeira parte do texto. 


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Informativo FOpEsp, nº 24

Pré-venda do Livro "GUARDIÕES DE NETUNO"


O Blog FOpEsp informa que o livro: 

GUARDIÕES DE NETUNO:
Origem e Evolução do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

já está disponível para os interessados no sistema de pré-venda (valor estipulado de R$80,00 [despesas de correio não incluídas]). Publicado com a chancela da Marinha do Brasil, o livro foi escrito por iniciativa do Prof. Rodney Lisboa (editor de conteúdo do Blog FOpEsp) e editado pela Diagrarte Editora. Fracionado em três seções distintas, a primeira parte aborda os pressupostos atinentes às Operações Especiais, a segunda parte narra os eventos significativos que balizaram a atividade MEC em âmbito internacional no decorrer dos diferentes períodos históricos, enquanto a terceira parte apresenta um relato de mais de 50 anos do MEC no Brasil (1964-2018). O livro dedica-se ainda a apresentar uma cronologia fotográfica com 54 imagens que ilustram momentos distintos de uma das unidades de elite brasileiras mais respeitadas no cenário doméstico e estrangeiro, além de uma Timeline que abrange toda historiografia do GRUMEC até 2018.

Fotografia 1: Detalhe da capa do livro "Guardiões de Netuno: Origem e Evolução do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil" escrito pelo Prof. Rodney Lisboa com a chancela da Marinha do Brasil. (Fonte: Acervo da Diagrarte Editora).

A obra, em fase final de edição, tem seu lançamento previsto para o próximo mês de março (data a definir) com previsão de entrega dos exemplares com início a partir do dia 02/04/2018, sendo distribuídos conforme ordem de aquisição. Salientamos que o livro tem sua publicação limitada ao número de 1.000 (mil) exemplares sem estimativa de reedição. Portanto, para àqueles que se mostrarem interessados em adquirir um ou mais exemplares, sugerimos que o(s) adquira(m) com antecedência antes que a publicação se esgote. Interessados em adquirir este livro favor manifestar sua intenção de compra nos e-mails: rodneymec27@gmail.com ou contato@diagrarte.com.br

Características:

Número de páginas: 272
Tamanho: 16 X 23cm
Cores: Capas coloridas com miolo em preto e branco
Tiragem: 1.000 exemplares




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Arquivo Histórico FOpEsp nº 5: Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PMRJ durante a Copa do Mundo FIFA (2014)

Texto e arte elaborados por Anderson Subtil*.


Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PMRJ


No início da tarde de 12 de junho do ano 2000, Sandro Barbosa do Nascimento se apoderou do ônibus do transporte coletivo da cidade do Rio de Janeiro que fazia a linha 174 (Central do Brasil até a Gávea). Vários ocupantes do veículo conseguiram escapar, mas onze passageiros foram tomados como reféns. Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando o sequestrador enrolou um lençol na cabeça da refém Janaína Neves e simulou disparar contra sua cabeça, ameaçando depois que iria matar outras pessoas. Não obstante a libertação de dois dos sequestrados, as negociações seguiram conturbadas, mesmo porque uma rápida solução com tiro de precisão acabou descartada pelas autoridades governamentais.   Após horas de tensão, Sandro decidiu abandonar o ônibus, usando uma das reféns, a professora Geísa Firmo Gonçalves como escudo. Logo na porta, um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro (PMRJ) tentou alveja-lo com um disparo de submetralhadora, mas acabou atingindo de raspão o queixo da professora Geísa. A reação de Sandro foi abaixar-se e disparar três vezes a queima roupa contra as costas da refém, matando-a. Depois de dominado, o próprio sequestrador acabou morto por asfixia na viatura policial que o retirou do local.
O sequestro do ônibus 174, além de ter sido um dos episódios mais marcantes da crônica policial carioca, também demonstrou que a tropa de elite da PMRJ não dispunha de treinamento necessário para agir naquele tipo de situação. Como resultado de tal constatação, ainda naquele ano, o BOPE começou a dar forma a Unidade de Intervenção Tática (UIT), especialmente organizada e adestrada para intervir em situações que envolvem reféns. A expertise acumulada no decorrer de inúmeras ocorrências desde o fatídico evento com o ônibus 174, tornaram o BOPE da PMRJ uma referência nacional e internacional em procedimentos de progressão em áreas de alto risco. 
Para situações desta ordem a UIT encontra-se estruturada como uma das companhias do BOPE, sendo comandada por um Capitão e reunindo cerca de 75 militares, organizados em uma Equipe de Negociadores, uma muito bem treinada Equipe de Atiradores, formada por snipers policiais altamente capacitados, e um Grupo de Resgate e Retomada (GRR), constituído por quatro times táticos, cada um com oito policiais preparados para intervenções de alto risco. A UIT esteve presente nos esquemas de segurança dos grandes eventos realizados em território brasileiro desde os Jogos Mundiais Militares em 2011, a saber: na Jornada Mundial da Juventude em 2013; na Copa das Confederações 2013; na Copa do Mundo FIFA em 2014; além dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016.


Operador do BOPE da PMRJ participa do esquema de segurança realizado na capital fluminense durante a Copa do Mundo promovida pela FIFA em 2014. (Ilustração: Anderson Subtil, para a seção "Arquivo Histórico FOpEsp").

Este graduado do GRR está vestido com o Army Combat Uniform (ACU) na cor preta, comum a todos os quadros operacionais do BOPE, sobre o qual utiliza um colete a prova de balas Nível III e uma veste tática tipo MOLLE (Modular Light-weight Load-Carrying Equipment, ou Sistema Modular de Transporte Leve), com fixações, entre outras coisas, para munição 5,56mm e seu equipamento de comunicação. Sobre o cinto de lona pendem uma bolsa para a máscara contra gases e um coldre tático para a pistola, ambos presos às pernas por correias de lona. O restante do equipamento individual inclui luvas próprias para ações táticas, balaclava e capacete balístico tipo RBR Mach III. Seu armamento compreende uma pistola Taurus PT-100 no calibre policial .40 S&W e a arma longa preferida da UIT, a carabina norte-americana Colt M4 Commando, que dispara projeteis calibre 5,56mm OTAN, neste caso equipado com um visor holográfico EOTech 552 montado em um adaptador sobre a alça de transporte.


Materiais utilizados na confecção da ilustração: A técnica utilizada para o desenho do operador utiliza canetas esferográficas e aquarela líquida preta, posteriormente colorido em computação gráfica (tratamento em CorelDraw).

* Anderson Subtil é natural de Curitiba-PR, onde estudou na Escola de Música e Belas-artes do Paraná. Trabalha como Artista Gráfico, Arte Finalista e Produtor Gráfico, tanto no mercado editorial quanto na indústria gráfica. Atua, paralelamente, como pesquisador autodidata de assuntos militares e de Defesa, com especial interesse na história da Segunda Guerra Mundial, tropas de relevância histórica e unidades especiais. Compõe o grupo de colaboradores das revistas Tecnologia e Defesa e Tecnologia e Defesa  Segurança, respondendo ainda pela correspondência da afamada revista Espanhola Soldiers RAIDS no Brasil. 




segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Cronologia Histórica das Operações Especiais Brasileiras

Texto elaborado por Rodney Alfredo P. Lisboa


Figura 1: Banner de Divulgação do infográfico apresentando a Timeline das Operações Especiais (OpEsp) Brasileiras. (Fonte: Elaborado por Rodney Alfredo P. Lisboa).

Os brasileiros não têm memória, não conhecem, valorizam nem cultuam sua própria história. Ainda que essa afirmação não coincida totalmente com a verdade, ela está muito próxima dela. Personagens e fatos relevantes de um passado ainda pouco distante são pouco conhecidos pelas novas gerações, enquanto eventos e figuras marcantes de épocas remotas são absolutamente ignoradas pela sociedade contemporânea. Mesmo entre àqueles que possuem conhecimento, não é raro que passagens históricas sejam tratadas com desdém, deturpadas para se adequar a algum viés ideológico, ou simplesmente abordadas com o deboche próprio da personalidade “divertida” dos brasileiros, que segundo o dramaturgo Nelson Rodrigues é fruto da inferioridade (complexo de vira-lata) em que o povo brasileiro se coloca, voluntariamente, face do resto do mundo. Ainda que esse artigo não tenha qualquer pretensão de discutir essa limitante característica do caráter nacional, propomos que cada um faça sua autocrítica promovendo uma profunda reflexão sobre esse tema.
Pouco antes de iniciar minhas férias de final de ano, fui incitado por um amigo que é operador de uma das mais conceituadas tropas especiais das Forças Armadas de nosso país, a desenvolver um trabalho que integrasse os fatos históricos relevantes de cada uma das Forças de Operações Especiais (FOpEsp) das três Forças Singulares. Na ocasião de nossa conversa, meu amigo destacou a dificuldade de se estabelecer um consenso relacionado à datas, principalmente, em virtude da divergência de opinião entre os representantes de cada unidade, discordância essa potencializada pela rivalidade velada própria da comunidade de Operações Especiais (OpEsp).
Como Historiador que estuda o passado em seus vários aspectos (economia; sociedade; linguagem; cultura; cotidiano; entre outros) e interpreta criticamente os acontecimentos, buscando resgatar a memória da humanidade e ampliar a compreensão da condição humana, me senti impelido a tentar trazer luz à esta questão investigando os pormenores históricos das unidades de elite militares nacionais. Sem pretender ser um trabalho conclusivo sobre o tema, essa análise histórica resultou em um infográfico que apresenta a “Linha do Tempo das Operações Especiais Brasileiras”. Como ponto de partida, optei por iniciar essa Timeline tendo como referência à Primeira Invasão Holandesa no Brasil (1624-1625), balizada pelas ações de emboscada conduzidas pelos “Capitães de Assalto” para expulsar os invasores batavos de Salvador, cidade baiana  que à época notabilizava-se como sendo a capital da colônia. A justificativa para essa escolha recai sobre a definição de OpEsp apresentada no Glossário das Forças Armadas, publicada em 2015 pelo Ministério da Defesa/Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (MD/EMCFA), segundo o qual apresenta as OpEsp como sendo:  

“Operações conduzidas por forças militares, especialmente organizadas, adestradas e equipadas, visando a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares relevantes, preponderantemente, por meio de alternativas militares não convencionais. [...}”

Assim sendo, por executar ações de guerra consideradas como sendo fora dos padrões convencionais para a época, as “Companhias de Emboscadas” que libertaram Salvador do domínio holandês no século XVII são consideradas  como sendo as primeiras ações militares executadas por tropas brasileiras levadas à efeito como uma OpEsp. 
Um país que pretende ser percebido por outros atores como um importante referência no cenário internacional deve, inicialmente, estudar e disseminar as diferentes fases de sua história com comprometimento ético e rigor científico reconhecendo erros e orgulhando-se de suas conquistas. Espero, sinceramente, que o presente estudo agregue valor à discussão histórica inerente às OpEsp e contribua para a diversificação desse conhecimento específico. 

Figura 2: Infográfico abordando a Timeline das OpEsp Brasileiras (Fonte: Elaborado por Rodney Alfredo P. Lisboa).


  

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Informativo FOpEsp, nº 23

Formatura do CAMECO/C-Esp-MEC da Marinha do Brasil

Fotografia 1: Instrutores (parte superior) e alunos (parte inferior) durante cerimônia de brevetação do Turno 43 do CAMECO/C-EspMEC realizada no "Coliseu" local icônico para todos os integrantes da comunidade de Mergulhadores de Combate (MEC) da Marinha do Brasil. (Fonte: Foto de Rodney Alfredo P. Lisboa).

Na manhã do último dia 14/12/17, ocorreu, nas dependências da BACS (Base Almirante Castro e Silva) na Ilha de Mocanguê, região de Niterói-RJ, a cerimônia de formatura do Turno 43 do Curso de Aperfeiçoamento de Mergulhadores de Combate para Oficiais (CAMECO) e Curso de Especial de Mergulhadores de Combate (C-Esp-MEC). Conduzido pelo Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), o CAMECO/C-Esp-MEC é considerado como um dos mais intensos e prolongados cursos de capacitação de Elemento de Operações Especiais (ElmOpEsp) do país. 
Para conquistar o almejado brevê dos "tubarões", os candidatos tiveram que superar as três exigentes fases do curso (Mergulho Autônomo [incluindo a temida "Semana do Inferno"; Operações Terrestres; Sobrevivência, Fuga e Evasão) sendo levados aos limites de suas capacidades física e mental no intuito de selecionar àqueles que têm o conjunto de atributos necessários para cumprir com os objetivos estabelecidos, operando coletivamente em situações de extremo risco e sensibilidade.
Em conformidade com o percentual histórico de concluintes (25 a 30% do total de ingressantes), na cerimônia da turma de 2017, foram brevetados nove de um total de 38 candidatos que iniciaram o curso no Centro de Educação Física Adalberto Nunes (CEFAN) no distante mês de abril de 2017. 
O blog FOpEsp felicita o corpo de instrutores e parabeniza os mais novos MECs da Marinha do Brasil.


FORTUNA AUDACES SEQUITUR!


Fotografia 2: A bandeira do Turno 43 antes do descerramento da placa alusiva ao CAMECO/C-Esp-MEC 2017. (Fonte: Foto de Rodney Alfredo P. Lisboa).


Fotografia 3: As "cruzes" dispostas lado a lado representam cada um dos candidatos que desistiram do curso e ficaram pelo caminho. (Fonte: Foto de Rodney Alfredo P. Lisboa).


Publicação de Artigo


Fotografia 4: Quadros operacionais da 3ª Companhia de Forças Especiais (3ªCiaFEsp), também conhecida pelo termo FORÇA 3, em exercício de adestramento na região amazônica. (Fonte: Acervo da 3ªCiaFEsp).

Informo a todos os seguidores do blog FOpEsp que a Revista Segurança e Defesa em sua última edição (nº 128, p. 34-38), publicou artigo com o título:


"FORÇA 3: OpEsp do Exército na Amazônia"

Escrito em parceria com o Tenente Coronel Sérgio Oliveira, atual comandante da unidade, o presente artigo aborda os pormenores da 3ª Companhia de Forças Especiais (3ªCiaFEsp), bem como desafio de conduzir a modalidade de guerra não convencional na região amazônica, cujo vasto território, diversidade biológica e riquezas naturais são fundamentalmente importantes aos interesses estratégicos do Brasil.

Fotografia 5: Capa da edição nº 128 da Revista Segurança e Defesa. (Fonte: Acervo da Revista Segurança e Defesa).


Mensagem de Final de Ano


Prezados amigos, chegamos ao final de 2017 computando perdas e ganhos. No cálculo geral, ainda que o ano tenha se arrastado com causas constantes de desanimo e grandes dificuldades para a maioria dos brasileiros, ele chega ao fim indicando melhores perspectivas para 2018. O ano que se aproxima é significativamente importante para cada brasileiro, pois nos oferece uma sólida possibilidade de começar um processo de mudança. Nas urnas, teremos a possibilidade de assumir responsabilidades exercendo nossa cidadania de forma crítica e altruísta na tentativa de promover a evolução do nosso país e do nosso povo. Entretanto, é fundamentalmente importante que cada brasileiro saiba que essa transformação é um processo que se inicia de forma intrínseca, com a busca constante pelo autoconhecimento e auto aperfeiçoamento, que se reflete nas atitudes, opiniões e relações interpessoais. Nesse sentido, nossos modelos de referência moldam nosso caráter e ajudam a nortear nossas escolhas. Precisamos ter um somatório de conhecimentos que nos capacite a fazer nossas escolhas com profundidade analítica e objetivando o bem comum. O destino que ambicionamos depende das escolhas que fazemos e das decisões que tomamos!
Que este Natal seja a oportunidade de relembrar os obstáculos que enfrentamos, as dádivas, conquistas e experiências que vivenciamos, um momento de reflexão sobre a importância do comprometimento para conosco, nossas famílias, nossos amigos, nosso país e nosso futuro. Que nossos corações estejam abertos para o exercício da consciência crítica, da sabedoria, da tolerância e do perdão.