quinta-feira, 27 de abril de 2017

A Face "Verde" da Batalha: Engajamento das Equipes SEAL na Região do Delta do Rio Mekong Durante a Guerra do Vietnã. (Parte Final)

Adaptação de artigo publicado por Rodney Alfredo Pinto Lisboa na Revista Marítima Brasileira, v. 133, n. 10/12, out./dez. 2013, p. 161-172.

Fotografia 6: Destacamento SEAL desdobrado para operar com a Força-Tarefa 116 (Tssk Force 116 [TF-116]) passando por inspeção pré-operacional pelo então Secretário da Marinha norte-americana. (Fonte: MACDONALD, 1990, p. 60).

Em 1966 a demanda de missões para as quais os SEALs eram requeridos aumentou consideravelmente, levando a Marinha dos EUA a aparelhar as equipes SEAL com uma Equipe de Apoio Móvel (Mobile Support Team [MST]), uma Unidade de Apoio à Embarcações (Boat Support Unit [BSU]) e helicópteros de escolta Bell UH-1B “Seawolf”. O suporte obtido com a adição desses recursos, que somados aos pelotões desdobrados em território vietnamita ficaram conhecidos como “Pacote SEAL” (SEAL Package), mostrou-se de imensa valia para ambas equipes SEAL, uma vez que elas necessitavam de uma rápida e eficiente capacidade de deslocamento para compensar a familiaridade das tropas Vietcongues com as condições adversas de mobilidade por terra.
No decorrer de 1968, os pelotões da Equipe SEAL (SEAL Team-1 [ST-1]) enfrentaram tropas Vietcongues na região de Rung Sat, reduzindo drasticamente a atividade das milícias sul-vietnamitas nas proximidades de Saigon (capital do Vietnã do Sul). O resultados das operações conduzidas pelos SEALs era tão restritivo à iniciativa da causa Vietcongue, que recompensas em dinheiro eram oferecidas para qualquer miliciano que eliminasse um operador SEAL.  
A partir de 1970, em virtude do processo de “vietnamização” proposto pelo então presidente Richard Nixon no decorrer do mesmo ano, o número de missões atribuídas às equipes SEAL começou a diminuir sensivelmente. Neste período, as operações conduzidas pelos SEALs passaram a se concentrar em ações envolvendo o resgate de prisioneiros de guerra. Sobre esse aspecto, é importante destacar o ataque ao campo de prisioneiros realizado em 22 de novembro de 1970, quando tomando por referência dados de inteligência previamente coletados, 15 operadores SEAL e 19 integrantes da Lien Doi Nguoi Nhia (LDNN [unidade LDNN que opera de forma equivalente aos SEALs]) realizaram uma ação conjunta para libertar 48 militares mantidos em cativeiro em um campo de prisioneiros.

Fotografia 7: Componente do denominado “Pacote SEAL” (SEAL Package), helicóptero Bell UH-1B “Seawolf” sobrevoa curso de rio prestando apoio aéreo para uma formação de Barcos Patrulha Fluvial (Patrol Boat River [PBR]) que realizam navegação operacional na região do Delta do Rio Mekong. (Fonte: Disponível em: http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?155489-Vietnam-War-Aviation-USN-CSAR-helicopters  Acesso em: 26 abr. 2017.

Conforme estimativas apresentadas pelo departamento da Marinha dos EUA, nos enfrentamentos em que se envolveram com os SEALs, 580 vietcongues tiveram morte confirmada e cerca de 300 tiveram morte provável. Por sua vez, as equipes SEAL totalizaram um total de 46 mortes nas campanhas em que atuaram no Vietnã.
Por conta do processo de vietnamização as FFAA norte-americanas começaram a se retirar gradativamente do Vietnã, sendo que os SEALs deixaram o país definitivamente em março de 1973. Dois anos depois, estando o Exército sul-vietnamita fragilizado em virtude da extrema dependência do apoio militar ofertado pelos EUA, país cujo governo atravessava profunda crise política por ocasião da renúncia do presidente Nixon em agosto de 1974, coube às forças do Vietnã do Norte organizar uma série de ações que culminaram com a desocupação forçada e caótica da embaixada norte-americana em Saigon e a rendição das forças sul-vietnamitas em abril de 1975.
Pelos serviços prestados no decorrer do conflito travado no Vietnã, as equipes SEAL receberam inúmeras condecorações. Para ter uma noção do comprometimento que os SEALs demonstraram no cumprimento do dever, a ST-1 foi agraciada com duas Citações Presidenciais de Unidade (Presidential Unit Citation), uma Comenda da Marinha de Unidade (Navy Unit Commendation) e uma Comenda de Mérito de Unidade (Meritorious Unit Comandation). Individualmente, os operadores da ST-1 foram laureados com as seguintes distinções: uma Medalha de Honra (Medal of Honor), duas Cruzes de Marinha (Navy Cross), 42 Estrelas de Prata (Silver Star), 402 Estrelas de Bronze (Bronze Star), duas Legiões do Mérito (Legion of Merit), 352 Medalhas de Comenda da Marinha (Navy Commendation Medal) e 51 Medalhas da Marinha por Realização (Navy Achievement Medal).

Referência de Imagem:

MACDONALD, Peter. US Special Forces. Fighting Elites. New York-NY: Gallery Books, 1990, p. 61.


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sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Face "Verde" da Batalha: Engajamento das Equipes SEAL na Região do Delta do Rio Mekong Durante a Guerra do Vietnã. (Parte 2)

Adaptação de artigo publicado por Rodney Alfredo Pinto Lisboa na Revista Marítima Brasileira, v. 133, n. 10/12, out./dez. 2013, p. 161-172.

Fotografia 4: Destacamento SEAL em patrulha de reconhecimento durante a Guerra do Vietnã. (Fonte: Disponível em: https://br.pinterest.com/spectre224/vietnam-war/ Acesso em: 20 abr. 2017).

Decretada a participação das Forças Armadas (FFAA) norte-americanas no conflito do Vietnã em 1964, a SEAL TEAM-1 (ST-1) desdobrou 12 pelotões para regiões próximas aos cursos de rio com o objetivo de interditar as ações dos Vietcongues e das tropas do Vietnã do Norte. Por sua vez, a ST-2 envolveu-se no conflito em 1967, desdobrando três pelotões para o sudeste asiático. Como resultado da experiência acumulada na Guerra do Vietnã, as equipes SEAL envolveram-se em operações particularmente distintas, entre as quais destacam-se: emboscadas e ataques contra alvos inimigos com o objetivo de inutilizá-lo ou destruí-lo; operações de reconhecimento visando a coleta de dados de inteligência; ações de contra insurgência, contraguerrilha e contraterrorismo; resgate de cidadãos norte-americanos e/ou prisioneiros de guerra; treinamento de tropas estrangeiras. Embora sem a mesma relevância que as ações levadas a cabo no Delta do Rio Mekong, é digno de nota o envolvimento de alguns operadores SEAL em campanhas militares conduzidas no Laos e no Camboja a serviço do Grupo de Estudos e Observação (Studies and Observation Group [SOG]) e no Vietnã do Norte sob autoridade da Agência Central de Inteligência (Central Intelligence Agency [CIA]).
Como exemplo de campanhas conjuntas realizadas pelas equipes SEAL, destacamos a participação de um pelotão de cada equipe operando de modo a apoiar as ações da “Operação Game Warden”, cujo objetivo principal era interditar as vias de comunicação ribeirinhas utilizadas pelas tropas Vietcongues no Delta do Mekong. A ST-1, especificamente, cedeu um de seus pelotões para prover suporte junto à Força-Tarefa 116 (Task Force-116) [TF-116]), criada em dezembro 1965 sob a designação oficial de Força de Patrulhamento Fluvial (River Patrol Force) com o intuito de patrulhar os cursos de água interiores por ocasião da operação supramencionada.


Fotografia 5: A tripulação de uma Embarcação de Assalto das Equipes SEAL (STAB [SEAL Team Assault Boat]) realiza operação de extração de um Grupo de Combate SEAL em um manguezal característico do Delta do Rio Mekong e dos canais da Península de Ca Mau. (Fonte: Disponível em: http://www.warboats.org/images/jpg/instpics/inst27.jpg 
Acesso em: 20 abr. 2017.

Neste ponto é importante salientar que a doutrina militar norte-americana adotada pelo Exército (US Army) encontrou um imenso desafio ao se defrontar com a típica configuração geográfica da região, caracterizada por uma intrincada rede hidrográfica. Sem poder adotar procedimentos convencionais relacionados à mobilidade, uma vez que as florestas tropicais e os cursos de água limitavam o deslocamento de tropas por terra, a solução encontrada pelas FFAA estava centrada no transporte aéreo e fluvial. Surgia assim o conceito de “Águas Marrons” (Brown Water) criado pela Marinha para auxiliar no traslado de tropas do Exército e realizar o patrulhamento dos afluentes que formavam o Delta do Rio Mekong.
Nos combates em que se envolveram no Vietnã, os SEALs ficaram conhecidos pela tintura verde de camuflagem aplicada sobre a face para minimizar o brilho reflexivo da pele, motivo que os levou a serem nomeados pela milícia Vietcongue como “Homens de Rostos Verdes” (Men in Green Faces). Operando sem padronização quanto ao uniforme, eles empregavam uma infinidade de armas (algumas munidas de silenciadores para eliminar sentinelas) e procedimentos pouco ortodoxos que priorizavam a furtividade para surpreender o inimigo quando e onde ele menos esperava. Em suas incursões, cujo tempo de duração podia variar entre seis e 12 horas, os SEALs, normalmente distribuídos em pequenas formações de sete elementos (Grupo de Combate [Squadrons]), transportavam o equipamento mínimo necessário a fim de favorecer a mobilidade no ambiente adverso de uma floresta tropical. Desse modo, eles se limitavam a carregar o armamento individual acrescido do equipamento básico necessário para uma patrulha a pé, cuja configuração comportava: cantil, ração de campanha, kit de primeiros socorros, granadas de mão (granada de fragmentação e granada de fumaça) e mina antipessoal M18A1 “Claymore”.

Continua...

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Face "Verde" da Batalha: Engajamento das Equipes SEAL na Região do Delta do Rio Mekong Durante a Guerra do Vietnã. (Parte 1)

Adaptação de artigo publicado por Rodney Alfredo Pinto Lisboa na Revista Marítima Brasileira, v. 133, n. 10/12, out./dez. 2013, p. 161-172.

Fotografia 1: Operador SEAL utilizando pintura facial em tom verde, padrão de camuflagem que atribuiu notoriedade às Equipes SEAL (SEAL Teams) entre a milícia Vietcongue. (Fonte: Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/420805158906386205/Acesso em: 12 abr. 2017).

Localizada na região sudeste da Ásia, a Indochina (região que compreende a Cochinchina, Annan e Tonquim [regiões sul, central e norte do Vietnã, respectivamente], além do Laos e do Camboja), viu arrefecer a administração francesa no decorrer da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) quando a França foi levada a render-se perante a ameaça representada pela Alemanha Nazista.
Contando com a colaboração britânica em decorrência da Conferência de Potsdam (Alemanha) realizada em 1945, a França foi reintroduzida no território indochinês retomando a administração na região sul. O acordo firmado inicialmente entre a administração francesa e Ho Chi Minh, líder do Partido Comunista e chefe do governo norte-vietnamita, permitindo a presença temporária de tropas francesas no sul mediante reconhecimento da legitimidade da República Democrática do Vietnã, foi rompido quando a França persistiu em manter um governo colonial na Cochinchina, atitude que serviu como o estopim para o conflito entre as tropas francesas e o exército do movimento revolucionário de libertação nacional (Vietminh), que recebeu apoio substancial da China e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
As adversidades enfrentadas em consequência de constantes derrotas em um confronto de natureza assimétrica levou a França a buscar auxílio financeiro junto ao governo dos EUA. Entretanto, em maio de 1954, os franceses foram subjugados pelo exército Vietminh, o que determinou o início das tratativas que acabaram por definir um acordo militar que dividia o Vietnã na altura do paralelo 17, originando o Vietnã do Sul (sob controle francês) e o Vietnã do Norte (sob autoridade do Vietminh).


Fotografia 2: Rede hidrográfica do Delta do Rio Mekong (localizada na região da Cochinchina) que compreendia a principal área de operações das equipes SEAL entre 1964-1973, período em que permaneceram engajadas na Guerra do Vietnã. (Fonte: Disponível em: http://www.stelar-s2s.org/impact/impact_overview.html Acesso em: 12 abr. 2017).

Atendendo ao apelo do governo sul-vietnamita e mostrando-se preocupado com a influência e ascensão do comunismo na região, John Fitzgerald Kennedy, então presidente dos Estados Unidos da América (EUA), enviou operadores das Forças Especiais do Exército para prover o treinamento do exército do Vietnã do Sul em táticas de guerrilha. Todavia, o envolvimento efetivo dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-1975) ocorreria a partir de 30 de julho de 1964, por ocasião de um suposto ataque realizado por forças norte-vietnamitas contra o USS Maddox, contratorpedeiro estadunidense que patrulhava o golfo de Tonquim.
A Guerra do Vietnã tornou-se a prova de fogo para os SEALs (Sea, Air and Land Teams [Equipes de Mar, Ar e Terra]) da Marinha norte-americana, impondo-lhes responsabilidades e desafios que testavam o máximo de suas habilidades em tarefas distintas. Antes do envolvimento formal dos EUA no conflito, os SEALs foram enviados para a cidade de Da Nang (Vietnã do Sul) como consultores militares para prover o adestramento dos Lien Doi Nguoi Nhia (LDNN [unidade LDNN que opera de forma equivalente aos SEALs]), bem como das Unidades de Reconhecimento Provincial (Provincial Reconnaissance Units [PRU]), constituídas por milícias locais somados a mercenários oriundos do Laos e do Camboja.. Entre 1962 e 1964 operadores SEAL subordinados à Agência Central de Inteligência (Central Intelligence Agency [CIA]), realizaram o adestramento das LDNN e das Equipes de Demolição Submarina (Underwater Demolition Units [UDTs]) como parte do Planejamento Operacional 34A, que previa o engajamento dessas unidades contra alvos situados em território norte-vietnamita.


Fotografia 3: Membros do pelotão X-Ray da ST-1 e integrantes da LDNN sul-vietnamita. Os SEALs usavam uniforme descaracterizado (incluindo trajes civis) e armamento não convencional como a metralhadora Stoner 63A1 5,56mm de uso exclusivo das Equipes SEAL. (Fonte: Disponível em . Acesso em: 12 abr. 2017).

Particularmente no que se refere às PRUs, é importante destacar que tais organizações participaram do controverso “Programa Phoenix”, que previa o emprego de população nativa para identificar e neutralizar a infraestrutura da FLN. A controvérsia envolvendo o Programa Phoenix implicava a CIA, acusada de ser a responsável pelo desenvolvimento e implementação de procedimentos de captura e prisão de suspeitos, a fim de obter informações (valendo-se de métodos controversos) sobre possíveis inimigos do governo sul-vietnamita com o objetivo de eliminar eventuais focos de resistência Vietcongue nas aldeias. As unidades de campo das PRUs, denominadas “Caçadores-Executores” (Hunter-Killer), apresentavam contingente miscigenado de militares norte-americanos e sul-vietnamitas. As formações de Caçadores (compostas por cinco homens) eram encarregadas de localizar o inimigo, enquanto as formações de Executores (constituídas de outros cinco integrantes) encarregavam-se de estabelecer contato direto enfrentando os oponentes eliminando-os quando necessário. Com a entrada dos EUA na guerra e a efetiva introdução das Equipes SEAL nas operações de combate a ênfase dada aos objetivos desse programa rapidamente desvaneceu levando-o à gradativa extinção, fato que ocorreu em 1972.


Continua...


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sábado, 8 de abril de 2017

Arquivo Histórico FOpEsp nº 1: SAS na Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Apresentação


A seção "Arquivo Histórico FOpEsp" foi idealizada com o objetivo de homenagear unidades de elite de épocas distintas, cuja relevância de seus feitos contribuíram substancialmente para o desenvolvimento da modalidade de guerra não convencional. 
Como conhecimento resultante da investigação do Homem inserido em um contexto espaço-temporal, a História analisa as ocorrências do passado valendo-se de diferentes elementos: Vestígios (objetos e construções em geral); Tradições (narrações, lendas, canções entre outras manifestações orais); Documentos (toda e qualquer fonte escrita) para a compreensão de eventos ocorridos em períodos específicos. 
Assinada por Anderson Subtil*, a seção Arquivo Histórico FOpEsp apresenta-nos ilustrações apuradas, criadas para retratar, com riqueza de detalhes, o cotidiano dos operadores do passado, reproduzindo no papel o conjunto de uniformes, armas e equipamentos utilizados por eles no engajamento em questão. Nesse contexto, a seção Arquivo Histórico FOpEsp evidencia-se como uma importante contribuição para que as novas gerações percebam, compreendam e reconheçam quão significativas foram as contribuições ofertadas pelas tropas especiais nos conflitos e/ou missões que se envolveram no decorrer da História.


Regimento do Serviço Aéreo Especial (SAS)
Special Air Service Regiment


Unidade idealizada em 1941 pelo Tenente Archibald David Stirling, membro da Real Guarda Escocesa, após sucessão de fracassos experimentados pelo Commando 8 no Oriente Médio. Caracterizava-se por ser uma tropa ofensiva de tamanho reduzido, dotada de grande mobilidade, operando com autonomia atrás das linhas inimigas evitando ser detectada por forças inimigas. O SAS era responsável por atacar alvos estratégicos ou de oportunidade, destacando-se pelo assédio às linhas de comunicação alemãs e aos campos de pouso que recebiam aviões da Luftwaffe (Força Aérea alemã) na região Norte do continente africano.


Primeiro-Tenente do Regimento SAS na Líbia em novembro de 1942. (Ilustração: Anderson Subtil, exclusivamente para a seção "Arquivo Histórico FOpEsp").

Facilmente reconhecido pela espessa barba e pelo shemagh árabe com agal preto, este oficial do SAS envolvido em patrulhas de longo alcance pelo deserto do Norte da África, entre o final de 1941 e o início de 1943, aparece aqui vestindo o característico khaki dress dos oficiais britânicos na região e bermudas tipo "Bombay". Nos pés, além das meias que sobem até quase os joelhos, calça os tipicos "chuka boots" britânicos, muito apreciados e bem mais confortáveis e leves que as botas convencionais. O único equipamento de combate é o cinto de lona modelo 1937, de onde pendem o coldre para uma arma curta (que poderia ser um revólver Enfield ou uma pistola Colt) e o punhal Fairbairn-Sykes, arma que se tornaria quase um símbolo das Forças de Operações Especiais de Sua Majestade durante a Segunda Guerra Mundial. A tiracolo  está seu armamento principal: uma submetralhadora Thompson 1928, calibre. 45. Apesar de um tanto grande e pesada para uma arma do seu tipo, a 1928, bem como sua evolução (a Thompson M-1), foram fornecidas em grande quantidade aos britânicos, sendo muito apreciadas por seu alto poder de fogo.


Materiais utilizados na confecção da ilustração: Papel canson amarelo; lapiseira nº 2 grafite 4B; lapiseira nº 0,5 grafite 2B; lapiseira nº 0,7 grafite HB, caneta ponta 0,4 marca Stabilo.

Aproveite para conhecer a História das Operações Especiais em uma série de três vídeos divulgados pelo Canal FOpEsp no You Tube (no link abaixo apresentamos a segunda parte dessa série. CONFIRA!)



* Anderson Subtil é natural de Curitiba-PR, onde estudou na Escola de Música e Belas-artes do Paraná. Trabalha como Artista Gráfico, Arte Finalista e Produtor Gráfico, tanto no mercado editorial quanto na indústria gráfica. Atua, paralelamente, como pesquisador autodidata de assuntos militares e de Defesa, com especial interesse na história da Segunda Guerra Mundial, tropas de relevância histórica e unidades especiais. Compõe o grupo de colaboradores das revistas Tecnologia e Defesa e Tecnologia e Defesa  Segurança, respondendo ainda pela correspondência da afamada revista Espanhola Soldiers RAIDS no Brasil. 




quinta-feira, 6 de abril de 2017

As Garras do T.I.G.R.E: Por Dentro da Unidade de Elite da Polícia Civil do Paraná (Parte Final)

Adaptação de artigo publicado por Anderson Subtil na Revista Soldiers RAIDS*.

Fotografia 4: Integrantes do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) participam de exercício de preparação para a Copa do Mundo de 2014 realizado no Brasil. (Fonte: Acervo de Anderson Subtil).

Como componentes da Polícia Civil do estado do Paraná, os integrantes do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), cotidianamente, não andam uniformizados, trajando fardamentos táticos apenas durante os treinamentos e/ou ocorrências. A unidade dispõe de um uniformes no padrão Olive drab, para operações conduzidas em ambiente urbano, e camuflagem Multicam para ações realizadas na região de Mata Atlântica próxima ao litoral do estado. Para proteção torácica, os operadores do TIGRE valem-se de coletes táticos do tipo MOLLE (Modular Lightweight Load-carrying Equipment) comportando placas balísticas. São utilizadas pelos membros da unidade escudos balísticos de Aramida, “mochila de entrada” contendo alicates para secção de cabos, aríete, além da Halligan bar, ferramenta multiuso (usada para curvar, torcer, golpear e/ou perfurar) empregada tanto para aplicações táticas quanto para situações envolvendo o resgate de vítimas. Capacetes, luvas e botas táticas completam a panóplia de equipamentos individuais.
Os equipamentos de comunicação e vigilância à disposição da unidade incluem: rádios táticos, binóculos de longo alcance, câmeras fotográficas com lentes telescópicas, câmeras de vídeo digitais. 
Para o transporte das equipes táticas e para o serviço de investigação, o TIGRE conta com uma frota de veículos caracterizados ou não, a se destacar na dotação da unidade: caminhonetes, SUVs e sedans.          
Conforme a necessidade exige, o TIGRE recebe suporte do Grupamento Aéreo (GRAER) da Secretaria de Segurança Pública, unidade responsável por prover apoio aéreo às unidades de polícia do estado do Paraná. O mesmo ocorre com os negociadores de reféns que trabalham para a Polícia Civil do Paraná.


Fotografia 5: Operadores do TIGRE executam técnicas de Tiro de Precisão durante o “Exercício Conjunto Interagências de Enfrentamento ao Terrorismo” realizado em maio de 2016  na sede do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro, localizada na cidade de Goiânia-GO. (Fonte: Acervo de Anderson Subtil).

O armamento principal dos operadores do TIGRE é o fuzil de assalto Colt M4 calibre 5,56 OTAN, adaptado ergonomicamente às necessidades do usuário e customizado com trilhos tipo “Picatinny” para adaptação de diferentes dispositivos, sendo: aparelhos optrônicos (miras holográficas e red dots); lanternas táticas; carregadores semitransparentes; além de empunhaduras verticais. Outros fuzis na dotação da unidade são: modelo “bullpup” Steyer AUG calibre 5,56mm OTAN; Para-FAL (Modelo 50-63) calibre 7,62mm OTAN fabricado pela IMBEL. Além dos fuzis de assalto, também são utilizadas as submetralhadoras SMT 40 calibre .40 S&W da Taurus. As espingardas calibre 12 empregadas durante as missões são os modelos “Pump Action” e CBC Tactical de coronha rebatível, ambos produzidos pela CBC. Como arma complementar, os operadores do TIGRE portam a pistola semiautomática Glock G17 de 9x19mm Parabellum.
Especificamente no que se refere ao tiro de precisão, os atiradores do TIGRE utilizam os fuzis de SR-90 calibre .308 Winchester fabricado pela Robar Companies, juntamente com a mira telescópica Leupold Mark IV 3.5-10x40mm.
Quanto ao armamento não letal, as equipes táticas da unidade empregam um kit contendo granadas distintas (fumaça; gás lacrimejante; luz e som), sprays de pimenta, cartuchos calibre 12 com esferas de borracha e projéteis calibre 40mm OTAN disparados por lançador monotubo AM-600 da Condor. 


* Anderson Subtil é natural de Curitiba-PR, onde estudou na Escola de Música e Belas-artes do Paraná. Trabalha como Artista Gráfico, Arte Finalista e Produtor Gráfico, tanto no mercado editorial quanto na indústria gráfica. Atua, paralelamente, como pesquisador autodidata de assuntos militares e de Defesa, com especial interesse na história da Segunda Guerra Mundial, tropas de relevância histórica e unidades especiais. Compõe o grupo de colaboradores das revistas Tecnologia e Defesa e Tecnologia e Defesa  Segurança, respondendo ainda pela correspondência da afamada revista Espanhola Soldiers RAIDS no Brasil. O autor é o mais novo colaborador do Blog FOpEsp, onde se responsabilizará pelas ilustrações da seção "Arquivo Histórico FOpEsp" a ser inaugurada em breve. 




quinta-feira, 30 de março de 2017

Aniversário do Canal FOpEsp

Celebração do 1º Aniversário do Blog FOpEsp



Na tarde de 30 de março de 2016, com grande determinação e expectativa, tomávamos a iniciativa, pioneira em nosso país, de inaugurar um espaço destinado a abordar temas diversos relacionados ao universo que cerca a comunidade de Operações Especiais. Transcorrido um ano daquela data, angariamos admiradores de diversos seguimentos da sociedade brasileira, uma resposta tão positiva que nos motivou a estender nosso espaço para outras mídias (You Tube). Com abdicação própria dos operadores que nos inspiram, e superando os obstáculos que se interpõem em nosso caminho, buscaremos novos desafios, sempre instigados pelos anseios daqueles que nos prestigiam, sejam eles operadores ou não. 
Por ocasião do trabalho desenvolvido no decorrer deste ano, tivemos a honra e a satisfação de conquistar, gradativamente, o respeito de operadores das Forças Singulares e Auxiliares, conforme é possível atestar nos depoimentos de dois importantes membros da comunidade OpEsp nacional: 


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Capitão-de-Mar-e-Guerra CAMPOS MELLO (Comandante do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais [Batalhão Tonelero]), como representante das unidades militares de elite.


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Capitão GIORDANNI (integrante do Grupamento de Ações Táticas Especiais [GATE] do Estado da Paraíba) como representante das unidades policiais de elite.

Muito obrigado por acompanhar nosso trabalho!

QUEM OUSA VENCE!!!




terça-feira, 28 de março de 2017

As Garras do T.I.G.R.E: Por Dentro da Unidade de Elite da Polícia Civil do Paraná (Parte 2)

Adaptação de artigo publicado por Anderson Subtil na Revista Soldiers RAIDS*.


Fotografia 2: Operadores de uma das Unidades Táticas do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) da Polícia Civil do Paraná preparam-se para proceder a invasão de um cômodo durante uma simulação de Confronto em Recinto Confinado (Fonte: Disponível em: http://www.policiacivil.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=12 Acesso em: 27 mar. 2017). 


O Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), unidade de elite da Polícia Civil do estado do Paraná, encontra-se sediado em uma rua tranquila do tradicional bairro do Portão, zona oeste da capital paranaense. Localizada ao lado da Escola de Polícia, instituição responsável pela formação dos agentes da Polícia Civil do Paraná, a sede da unidade conta com sala de briefing, sala de inteligência, uma central de interceptação telefônica, alojamentos, arsenal, além de uma sala de musculação muito bem equipada. Os policiais do TIGRE podem contar ainda com uma pista de obstáculos, bem como um simulacro de residência onde realizam treinamento de técnicas de Confronto em Recinto Confinado.  
Comandado por um Delegado de Polícia, o TIGRE é composto por um adjunto, responsável pelo trabalho administrativo, e por quase trinta delegados e policiais, organizados em duas “Células”, sendo uma de Apoio e outra de Intervenção Tática. 
A Célula de Apoio é composta por Unidades de Investigação, Inteligência e Logística. Enquanto a Unidade de Investigação conduz investigações de sequestros, e de todos os elementos neles envolvidos, a Unidade de Inteligência se responsabiliza pela coleta, análise e cruzamento das informações, ficando à cargo da Unidade de Logística a administração da sede, a manutenção dos veículos, bem como a tarefa de analisar e promover a constituição de novas equipes.  
Por sua vez, a Célula de Intervenção Tática reúne três Unidades Táticas, com um Delegado e sete Agentes, além de uma Seção de Atiradores de Precisão, composta por três agentes (uma para cada Unidade Tática). Invariavelmente, uma entre as três Unidades Táticas permanece em estado de prontidão no interior da sede, apta a responder à qualquer eventualidade. Estando uma das equipes em estado de prontidão, uma segunda equipe se coloca no segundo nível de prontidão, uma vez que em sendo a unidade chamada a atuar em regiões distantes de Curitiba, será esta segunda equipe àquela que responderá à ocorrência fora da capital.
Adicionalmente às suas tarefas operativas, alguns agentes têm responsabilidades paralelas, desempenhadas com a finalidade de garantir o bom funcionamento da unidade, entre elas: Chefe de Investigação; Chefe de Manutenção; Chefe de Logística; Coordenador de Instruções; Técnico em explosivos; Atendimento Pré Hospitalar; Chefe da Seção de Atiradores de Precisão. É importante destacar que o TIGRE possui pelo menos um agente com formação médica capacitado a lidar com situações de emergências, além de contar com outros policiais com conhecimentos básicos em primeiros socorros.     


Fotografia 3: Operadores do Tigre participam de instrução durante o “Exercício Conjunto Interagências de Enfrentamento ao Terrorismo” realizado em maio de 2016  na sede do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro, localizada na cidade de Goiânia-GO. (Fonte: Acervo de Anderson Subtil).

Para ingressar no TIGRE, obrigatoriamente, o candidato deve ser agente ou delegado com prestação de serviços de pelo menos dois anos comprovada. Além disso, deve apresentar autorização de seu chefe ou comandante para participar do curso de formação.
É importante esclarecer que para integrar a unidade o candidato, necessariamente, deve ser aprovado no Curso de Operações Táticas Especiais (COTE), um processo seletivo e de formação totalmente centrado em intervenções táticas de combate urbano. O curso, com duração que pode variar entre 40 e 46 dias, é dividido em três fases distintas: Fase de Endurecimento (constituída por intensas provações físicas e psicológicas, desenvolvida com a finalidade de colocar à prova os limitas das capacidades humanas dos candidatos); Fase Técnica (onde são ministrados ensinamentos inerentes às técnicas de tiro tático, entradas dinâmicas, combate em ambiente urbano, progressão sob fogo, combate corpo a corpo, natação operacional, medicina de combate, e emprego de artefatos explosivos); Fase de Missão (nesta última etapa da preparação os alunos são instados a aplicar todo o conhecimento assimilado nas fases anteriores em diferentes exercícios e simulações de combate.


Continua...


quinta-feira, 16 de março de 2017

As Garras do T.I.G.R.E: Por Dentro da Unidade de Elite da Polícia Civil do Paraná (Parte 1)

Adaptação de artigo publicado por Anderson Subtil na Revista Soldiers RAIDS*.

Fotografia 1: Dupla de policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) da Polícia Civil do Paraná, participam de adestramento de confronto a elementos adversos. (Fonte: Acervo de Anderson Subtil). 

A pequena cidade de Marechal Cândido Rondon fica localizada na parte oeste do estado do Paraná, a cerca de 700 km de distância da capital do estado (Curitiba). Como outras cidades da região sul do Brasil, sua população é majoritariamente de origem alemã, italiana ou polonesa, sendo a agricultura e pecuária as principais atividades econômicas, principalmente para exportação. As ruas da cidade geralmente são calmas e os níveis de criminalidade são insignificantes se comparados a grandes cidades como: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. No entanto, no ano de 1995 este pequeno município viveu momentos de terror e medo. Na tarde de 24 de abril, por volta das 16 horas, três homens armados com revólveres e espingardas calibre 12, criminosos do estado vizinho de Santa Catarina, invadiram uma residência, tomando o empresário Roni Martins, sua família, seu assessor, e os empregados da casa como reféns. No dia seguinte, nas primeiras horas da manhã, enquanto as mulheres e as crianças permaneceram no interior da residência sob o olhar dos criminosos, o empresário e seu assessor foram liberados para buscar o resgate de quinhentos mil dólares, fato que alertou a polícia.
Mobilizando-se rapidamente, as autoridades policiais começaram o cerco à residência dando início às negociações. Para libertar os reféns, os criminosos requeriam cem mil dólares, um veículo blindado, além de armas automáticas, exigências que foram rejeitadas pela polícia. Com o objetivo de pressionar emocionalmente os ladrões e deixá-los cansados fisicamente, sob ameaça constante de invasão, a polícia manteve as sirenes e holofotes constantemente ligados. No dia 26, um médico foi autorizada pelos criminosos a entrar na residência a fim de examinar os reféns. Quando saiu da casa ele forneceu informações relevantes relacionadas à localização dos sequestradores e dos reféns. Com o projeto da residência em mãos, a polícia construiu uma cópia improvisada da residência, onde unidades de elite conduziram ações simuladas visando uma possível operação de resgate.


Figura 1: Emblema do TIGRE da Polícia Civil-PR. (Fonte: Acervo de Anderson Subtil).

Finalmente, na madrugada do quarto dia de sequestro, quando os criminosos ameaçaram matar os filhos do empresário caso suas exigências não fossem cumpridas, o governador do estado autorizou a invasão da residência. Várias ambulâncias, viaturas de polícia, além de um caminhão de bombeiros e um ônibus foram posicionados na frente de cativeiro. Em uma ação rápida, transmitida ao vivo para todo o Brasil por diferentes órgão de imprensa, vinte operadores deixaram o ônibus e invadiram a residência, atirando granadas de luz e som e disparando contra os criminosos, que foram mortos. Apenas um dos reféns foi ferido e levado para o hospital, onde recebeu tratamento médico e foi liberado dias depois.
Nesta ação, considerada como a primeira a empregar modernas técnicas de intervenção armada para resgatar reféns no Brasil, foi executada por duas unidades policiais especiais do estado do Paraná: o Comandos e Operações Especiais (COE) da Polícia Militar; o TIGRE (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) da Polícia Civil.
O TIGRE foi criado oficialmente em 30 de outubro de 1990 em resposta à onda crescente de sequestros no Brasil, denominada pelos jornalistas como “a indústria do sequestro”. O país vivia um período de crise econômica grave, com exponencial aumento das atividades criminosas, sendo o sequestro e a extorsão uma das principais práticas criminosas da época. Muitos criminosos que antes se envolviam em assaltos e roubos à banco passaram a executar sequestros, principalmente, devido à relativa simplicidade e baixo risco representado por esse tipo de crime.
Como unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, o TIGRE desempenha funções múltiplas, sendo responsável não apenas por executar o resgate de reféns e outras missões de risco elevado (escolta e/ou prisão de suspeitos perigosos; proteção VIP; intervenção de amotinados encarcerados; entre outras), como também pela atividade de investigação desses crimes.  


Continua...


terça-feira, 14 de março de 2017

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE): 3º dia (13/03)

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE)


Fotografia 1: Solenidade de brevetação do Curso de Operações Especiais (COESP) promovido pela Polícia Militar do estado do Mato Grosso do Sul. A brevetação marcou o encerramento do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE). (Fonte: Coordenação do I ENAPOE).

Organizado pela Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PM-MS), o último dia do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE) foi dedicado à cerimônia de encerramento, realizada concomitantemente à solenidade de brevetação dos novos “caveiras” formados pelo Curso de Operações Especiais (COESP) ministrado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais do estado do Mato Grosso do Sul (BOPE-MS). Nos três dias de evento compareceram Policiais Militares de 21 estados brasileiros, um Policial Civil, além de policiais da Polícia Rodoviária Federal. Realizado de forma inovadora em nosso país, o evento possibilitou a oportuna criação da Associação Nacional de Operações Especiais.




Força & Honra!


Aproveite para assistir à segunda parte do "Levantamento Histórico das Operações Especiais" exibido pelo Canal FOpEsp no You Tube. Inscreva-se no Canal para fortalecer nossa iniciativa!!!





segunda-feira, 13 de março de 2017

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE): 2º dia (12/03)

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE)

Fotografia 1: Foto oficial do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE). (Fonte: Coordenação do I ENAPOE).

O segundo dia do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE) teve início com a cerimônia oficial de abertura do evento. Posteriormente, visando a aquisição/transferência de conhecimentos, foi realizado um Seminário onde diferentes palestras foram ministradas focando diversos temas de interesse da comunidade OpEsp. No decorrer do dia, as palestras ofertadas foram:

1ª Palestra: O Contrabando e o Crime Organizado no Brasil.
Palestrante: Luciano Barros – Presidente Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (IDESF).

2ª Palestra: As Operações Especiais e o Combate ao Novo Cangaço e Domínio de Cidades no Brasil.
Palestrante: Major PM PACOLLA PM/MT

3ª Palestra: O Tráfico de Entorpecentes nas Fronteiras do Brasil.
Palestrante: Apf BETINI Cav/PF

4ª Palestra: A Inteligência Policial como Fator Preponderante na Atividade de Operações Especiais.
Palestrante: TC PM WAGNER 15/MS




domingo, 12 de março de 2017

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE): 1º dia (11/03)

I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE)

Fotografia 1: Alguns dos participantes do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE) reunidos às margens do rio Paraguai. (Fonte: Coordenação do I ENAPOE).

O primeiro dia do I Encontro Nacional de Profissionais de Operações Especiais (I ENAPOE) foi dedicado à receber os participantes, oriundos de diferentes regiões do país, promover os respectivos cadastramentos, bem como para o cumprimento de uma série de atividades de caráter lúdico, como um City Tour pela cidade de Corumbá-MS e um passeio embarcado pelo rio Paraguai. Fazem-se presenta ao evento, mais de uma centena de profissionais OpEsp das Forças Singulares (Marinha, Exército e Força Aérea) e das Forças Auxiliares (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além das Polícias Militares e Civis de vários estados brasileiros). Para o segundo dia, estão previstas uma série de palestras com temas relacionados à atividade OpEsp.